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Natural
Sabia que não há duas águas iguais?
Cada água natural é um produto único por isso escolha a água que melhor lhe convém.De facto a água que se consome apresenta sempre na sua constituição uma componente de sais minerais e de oligo-elementos os quais, porque desencadeiam um conjunto de reacções químicas naturais, condicionam e favorecem, em larga medida e a todos os níveis, o funcionamento do organismo.
As água minerais naturais e de nascente percorrem um percurso subterrâneo que as torna ricas em sais minerais e oligoelementos,
As águas naturais são portanto diferentes entre si, cada uma atravessa rochas diferentes, cada uma dissolve um conjunto diferente de sais minerais, nenhuma repete o tempo de permanência no subsolo das outras, nenhuma repete as características microbiológicas das outras.
O corpo humano precisa de uma série de elementos minerais para desempenhar correctamente as suas funções. Muitas das combinações são mesmo vitais para o organismo.
Dada a natureza inorgânica dos oligo-elementos, o ser humano não pode, por si só, sintetizá-los, pelo que tem de os ir buscar aos alimentos que ingere, nos quais estão presentes em quantidades assaz variadas.
Num tal contexto, as águas naturais aparecem actualmente como os fornecedores primordiais de minerais e oligo-elementos A ingestão de dois litros de água por dia representa contribuir com mais de 20 minerais e oligoelementos para o funcionamento do nosso organismo, o que equivale a dar resposta a entre 5 e 8% das necessidades diárias.
A diversidade de águas e palete de composições minerais das águas minerais e de nascente portuguesas permite a possibilidade ao consumidor de adequar a sua escolha da água ao seu gosto e à sua necessidade (desportistas, crianças, adultos, etc…).
MINERAIS E OLIGOELEMENTOS
Por serem ingeridas pela via digestiva, as águas minerais naturais e as águas de nascente podem ter certos efeitos fisiológicos, que dependem da composição química que tenham.
O CÁLCIO E O FÓSFORO
São dois elementos de acção conjunta sobre o organismo humano, tornando, por tal facto,
impossível a realização de uma análise separada da sua actuação.
O cálcio é um dos principais constituintes do esqueleto humano e dos dentes, encontrando-se
neste caso associado com o fósforo, sob a forma de um composto sólido - a hidroxiapatite.
A quantidade de cálcio no organismo de um adulto jovem oscila entre 1100 e 1200 gramas.
Está presente em todas as células, onde actua como regulador dos sistemas intercelulares, bem como no plasma sanguíneo, aí funcionando como agente indispensável à coagulação.
O MAGNÉSIO
O corpo humano contém cerca de 30 gramas de magnésio. Sabe-se actualmente que constitui um componente indispensável para o equilíbrio nervoso, podendo actuar como um autêntico ansiolítico (ou agente anti-stress).
No sangue a quantidade deste elemento atinge 17 a 24 mg/L, encontrando-se preferencialmente nos glóbulos brancos, que asseguram a destruição dos agentes microbianos nocivos ao organismo.
O POTÁSSIO
Trata-se de um elemento de elevada actividade bioquímica, muito embora a sua quantidade no
sangue seja apenas da ordem de 2g/L. Sabe-se que exerce uma significativa influência no funcionamento dos tecidos humanos, com especial incidência a nível das contracções musculares(nomeadamente nos batimentos cardíacos) e da transmissão de fluxos nervosos.
O SÓDIO
O cloreto de sódio é o componente mineral principal do líquido extra celular, representando 15 por cento do peso do corpo humano. A quantidade de sódio no sangue atinge, geralmente, 3,5 g/L. O sódio participa activamente no funcionamento de todos os tecidos humanos, desempenhando um papel da maior importância na transmissão dos fluxos nervosos, com particular incidência a nível da junção entre os nervos e os músculos.
O FERRO
O ferro, no estado de oxidação +2 (ferro(oso)), é o constituinte primordial da hemoglobina. Uma
carência de ferro no sangue conduz a uma diminuição dos glóbulos vermelhos provocando o aparecimento da anemia.
É através do ferro(oso) que o sangue fixa e transporta o oxigénio a todas as células do corpo
humano, sendo igualmente necessário nos mecanismos de defesa imunitários.
Uma boa oxigenação e um bom funcionamento do sistema imunitário constituem factores primordiais para aumentar a vitalidade do corpo, tornando o organismo menos vulnerável à doença, tendo sido neste contexto que surgiu a expressão popular "ter uma saúde de ferro".
O FLUORETO
É, sem dúvida, o oligo-elemento mais conhecido pelo público em geral, conhecimento este directamente relacionado com o facto do fluoreto exibir propriedades inibitórias do desenvolvimento da cárie dentária. Menos conhecida, mas não de inferior importância, é a acção que este anião desempenha nos processos de consolidação óssea.
Como acontece com a maior parte dos oligo-elementos, agentes de grande actividade biológica, a acção benéfica e preventiva do fluoreto só se manifesta quando este elemento
está disponível em quantidades que se situam entre 0,5 e 1,5 mg/L.
A SÍLICA
Componente maioritário das formações geológicasque constituem a crusta deste nosso planeta, asílica encontra-se presente em todas as águas naturais.
Quimicamente é uma molécula constituída pela combinação de dois átomos de oxigénio com um átomo de silício, podendo ser o componente dominante nas águas que circulam nos granitos.
A sílica é importante para a formação dos ossos e das cartilagens, assumindo um papel decisivo nos processos de cicatrização do tecido cutâneo.
Paralelamente, não deve ser ignorada a sua acção no bom funcionamento do sistema cardiovascular.
TIPOS QUÍMICOS DE ÁGUAS NATURAIS
Embora a Natureza não produza duas Águas Naturais com a mesma composição química, é possível, no entanto, o seu agrupamento por classes, ou tipos, tendo por base certas semelhanças que entre algumas delas existem.
O total de sais dissolvidos, quantificado através da mineralização total (soma das quantidades de todos os aniões, de todos os catiões e da sílica), constitui o parâmetro mais imediato para o agrupamento das Águas Naturais em quatro grandes tipos:
- Águas Hipossalinas (ou muito pouco mineralizadas) - quando o total de sais dissolvidos não ultrapassa 50 mg/L
- Águas Fracamente Mineralizadas (ou pouco mineralizadas) - quando apresentam valores de mineralização total entre 50 e 100mg/L
- Águas Mesossalinas - quando a mineralização total se situa entre 500 e 1500mg/L
- Águas Hipersalinas (ou ricas em sais minerais) - são as que exibem uma mineralização total superior a 1500 mg/L




